- O instrumental é leve e delicioso de se ouvir e um dos grandes pontos fortes do álbum na minha opinião. A flauta em Duncan é uma das coisas mais lindas que já ouvi.
- A voz de Paul Simon é extremamente confortável de se ouvir. Tem um tipo de profundidade pela rouquidão que, atrelado a maciez da sua voz, faz com quê mesmo com o menor dos instrumentais, a música soe perfeita. Realmente, quem tem gogô sustenta.
- Mesmo em um estilo como folk, Paul viajou pelos diferentes tipos de sonoridades. Enquanto antes sentia estar sentada a uma fogueira calmamente ouvindo ao violão, o impacto que tive ao estar ouvindo e do nada sentir que entrei em um saloon antigo quando Hobo's Blues começou foi um testamento a sua habilidade musical.
Faixa Favorita: Duncan
Definitivamente não é um álbum que irei ouvir novamente. Provavelmente hip-hop não é meu estilo de música preferido, o que me surpreende um pouco já que tenho gosto pelas músicas do The Notorious B.I.G. e Lauryn Hill.
Contudo, devo apreciar a quebra de moldura que o álbum pretende. Ao trazer Aerosmith para uma das músicas, mostram uma versatilidade interessante de se acompanhar, que se repete em faixas como Raising Hell, não se prendendo a batidas fixas comuns ao Hip-Hop.
Apreciei algumas das letras como a egopick de Is It Live e o black powering em Proud to be Black.
No geral, parece ser uma apreciação a uma cultura que não me alcança, já que faixas como "My Adidas", revelam um amor a uma estética e estilo de vida — elementos que fazem sentido dentro do contexto do hip-hop, mas que não me causam conexão alguma.
Também me diverti em descobrir a fonte daquele velho "tricky, tricky" que ouvia pela internet aleatoriamente em vídeos.
Faixa Favorita: Walk This Way (feat. Aerosmith)
Durante uma rápida pesquisa, é possivel ver que o album sofreu durante seu lançamento. Ofuscado por titãs da epoca como The Beatles e pelo crescente inovativo do hard rock da época, o álbum foi um fracasso de vendas na sua época. E sinceramente, mereceu.
Ouvi o álbum três vezes e parecia que as músicas eram vazias e sem graça. A sonoridade, apesar de agradável de se ouvir, unida a voz tão deliciosa quanto do Ray Davies, são a salvação do álbum.
Talvez meu gosto seja tão ruim que não consiga apreciar uma possível obra de arte. E sinceramente, está tudo bem. Porque sinceramente, esse gosto eu prefiro não ter.
Não é um álbum ruim. Muito pelo contrário. Mas parece uma sobra sem graça de um sucesso que passou o seu tempo, como aquele tio que quer ser legal para os jovens.
Faixa favorita: Do You Remember Walter?
Coletânea que parece que estou ouvindo uma gravação de uma vitrola de algo que talvez minha bisavó estaria gostando, mas que me causa afastamento imediato.
Não me senti a vontade nem pra ouvir. O que me dói um pouco, já que talvez eu esteja perdendo uma obra prima.
Contudo, certas coisas não podem ser forçadas.
Faixa favorita: nenhuma
Como gigantes da música, é impossível dizer que Abbey Road é um album ruim. Muito pelo contrário, o álbum prova a razão pela qual os beatles dominaram o mundo da música durante a década de 60.
Impossível ser um ouvinte de música e nunca ter sido tocada por alguma das músicas do álbum, como o forte exemplo da Here Comes the Sun. Contudo, assim como um museu cheio de lindas obras de arte, o impacto delas não é minimamente desvalorizado pelo gosto do público que a aprecia, assim como o espectador não é obrigado a se conectar a obra pelo valor que ela tenha.
Faixa Favorita: I want you (She's so Heavy)
O álbum que colocou o nome de uma das mais reconhecíveis, históricas e tocantes vozes do mundo, Frank é a essência do que Amy queria mostrar ao mundo.
A voz marcante de Amy se mostra tão gostosa de ouvir em cada faixa “boba” que parece que estamos ouvindo uma amiga cantando sobre letras escritas no quarto dela — como quando fala mal do namorado em Stronger Than Me ou julga uma amiga em Fuck Me Pumps.
Amy é crua, vulnerável e não se esconde atrás de nuances ou floreios desnecessários. Ela amava seu estilo e fez questão de torná-lo seu.
Fico realmente feliz de ter ouvido esse álbum do início ao fim. Não é apenas um clássico — é histórico para aqueles que amavam quem ela foi.
Demorei a entender que Jurassic 5 era um grupo, e não uma dupla ou uma única pessoa. A sinergia entre os mc's dentro do album tão bem estruturada que torna o álbum extremamente agradável de ouvir. A maneira com que as vozes se complementam sem se sobressair cria uma harmonia perfeita de se acompanhar.
Power in Numbers não tenta reeinventar a roda do hip-hop. Ele abraça os estilos que fazem o hip-hip ser o que nasceu e cresceu, mostrando quem nem sempre a essência deve ser reescrita para ser uma obra de arte.
Obviamente não é um dos albuns mais famosos do hip-hip dos anos 2000, mas prova como química e algo bem feito pode perpassar a necessidade de revolucionar algo.
Faixa favorita: Hey
Que álbum divertido de ouvir.
A primeira impressão que tive foi a de estar escutando a trilha sonora de um filme extremamente cômico e imprevisível
O disco carrega uma leveza deliciosa e uma teatralidade tão espontânea que, honestamente, eu nem percebi o tempo passar. Precisei de três escutas para realmente me situar e não me perder no fluxo das faixas, que correm soltas como se estivessem se divertindo tanto quanto você.
É um álbum cru — e talvez seja exatamente isso que o torna tão bom. Ele não parece ter a pretensão de criar uma obra-prima, mas na minha opinião, acaba se tornando uma simplesmente por ser o que é: jovem, divertido e incrivelmente gostoso de acompanhar do início ao fim.
As músicas surpreendem, as ideias são vibrantes e há sempre algo acontecendo que te puxa de volta, mesmo quando você acha que já entendeu o rumo. Eu valorizo muito quando um álbum consegue me surpreender — e esse aqui faz isso lindamente.
Faixa favorita: Zuton Fever/Dirty Dancehall
Não sei direito o que dizer desse álbum.
Realmente me cansou uma surpresa. Mas as faixas pareciam...perdidas? Pareciam que ritmos diferentes foram misturas ao ponto de criar algo que soe sonoramente aceitável.
Como uma explosão em um laboratório, misturado açúcar, sal, sazon e tudo que há de bom, algo sai. Se é bom ou não, depende muito do paladar.
Mas o que fazer quando todo o resultado parece uma bagunça?
As vezes, pode funcionar. Mas nesse caso, cada faixa parece estranhamente estruturada. Não de um jeito criativo ou ousado, mas como uma completa bagunça.
E não é que o álbum não tenha identidade. Ele tem em excesso. Sua identidade só, para mim, é algo que não consigo apreciar.
Faixa favorita: Easy