- Cheio de hits, porém certos momentos não empolgam - Início, meio e fim bem conectados
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Taste Profile
Breakdown
By Genre
Top Styles
By Decade
By Origin
Albums
You Love More Than Most
| Album | You | Global | Diff |
|---|---|---|---|
|
Disintegration
The Cure
|
5 | 3.86 | +1.14 |
You Love Less Than Most
| Album | You | Global | Diff |
|---|---|---|---|
|
MTV Unplugged In New York
Nirvana
|
2 | 4.2 | -2.2 |
|
Blue Lines
Massive Attack
|
2 | 3.39 | -1.39 |
5-Star Albums (2)
View Album Wall4-Star Albums (3)
All Ratings
Considerando a época que saiu e veio em disco de vinil, é nítida a diferença entre lado A e B. A primeira parte é muito groovada, desde a primeira música, com arranjos maravilhosos e letras bem interessantes (e cheia de críticas ácidas). Uma pena que dura apenas 3 músicas, mas vale demais pelos 11m44 de "Papa Was A Rolling Stone". Inclusive a música é muito interessante por ser uma conversa entre uma mãe e seu filho. A segunda parte, no entanto, perde muito do groove e expectativa criada. As músicas se tornam mais românticas, embora haja uma dualidade de entre "sou amado" e "estou sozinho". "I Ain't Got Nothin'" tem uma arranjo bem interessante, principalmente o contraste quando você espera um acorde em tom menor e ele sai maior. Pra mim a segunda parte brilhou em "Mother Nature". Foi a música mais consistente e coesa da segunda parte, embora a minha favorita tenha sido "Do Your Thing" pela retomada do groove que foi bem presente na primeira parte do disco. A quebra muito grande de expectativas entre lado A e B me desanimou, mas algo que vale ser levantado é que o instrumental, principalmente o contrabaixo com seus arranjos e "firulas", é destaque em praticamente todas as músicas, e é justamente isso que me fez fechar a nota em 3. Se eu fosse analisar cada lado individualmente, o A sairia com 5 estrelas, e o B com 2 estrelas.
De cara já digo que, embora seja considera por muitos obra-prima do Nirvana, não é o melhor disco para se apresentar alguém que nunca ouviu a banda antes. Das 14 músicas do repertório, 6 são covers/versões de outras canções. Das 8 restantes, apenas 3 eu já tinha escutado previamente. Hoje sabemos que foi uma escolha do Kurt em optar por músicas menos conhecidas do cancioneiro da banda. Também senti uma falta de peso/preenchimento na equalização (?) nas primeiras músicas, o que se arrumou ao decorrer do álbum. Sobre a execução, tenho a impressão de que o Kurt está sofrendo para cantar todas as músicas. A voz dele parece que não chega onde tem que chegar, mas ainda assim ele continua tentando entregar. Já na parte instrumental, achei tudo bem completo e redondo, apenas senti falta do peso do baixo em algumas músicas, principalmente nas primeiras. As músicas não me empolgaram, embora algumas tenham chamado atenção. - "Come As You Are" ficou um arranjo bem legal, embora tenha sentido falta do peso do baixo nela. - "The Man Who Sold the World" é decente, embora eu prefira muito mais o original de David Bowie. Parece que faltou preenchimento nela não só de equalização, mas principalmente de instrumentação. Tinha potencial. - "Something in the Way" tem um ar bem soturno e ficou bem fiel à versão original. Das originais do Nirvana foi a melhor execução instrumental e vocal. - "On Me" e "Lake of Fire", ambos cover do Meat Puppets, tem uma das progressões mais legais, mas é nítido um desânimo na voz do Kurt. - "Where Did You Sleep Last Night", que também é um cover, pra mim é o ápice do álbum e a melhor performance do Kurt em todo o disco. Pena que tenha sido apenas na última música. O disco tem uma proposta decente. Se a ordem das músicas fossem rearranjadas, alguns outros elementos musicais fossem incluídos, e o Kurt não parecesse tão sofrido ao cantar (ou até mesmo desanimado), pra mim o álbum poderia ser bem mais marcante. Acho que isso vale pra tudo o que já ouvi do Nirvana: a história e o marco que deixaram é mais legal do que a execução em si. Triste, porque o grunge é um período que gosto muito na música.
Se eu fosse resumir o disco em uma palavra seria: corações sofridos. Chega a ser difícil ser crítico com um álbum que você já gosta. Talvez ter escutado ele com paciência me fez ter um olhar diferente pra ele, aumentando ainda mais o prazer que tinha, apesar dos triângulos amorosos e outras formas geométricas que rondaram a banda antes e durante a produção. O legal que o começo do álbum com "Second Hand News" nem te dá tempo de respirar. É tipo: levanta e vai. Pra mim, um dos principais pontos altos do álbum está na música "Dreams", porque há uma simplicidade musical de basicamente duas notas (sendo quebrada apenas em um pequeno interlúdio instrumental), e como a música vai crescendo com ela. Na sequência, "Never Going Back" foi a que menos me empolgou, mas ainda tem um charme muito único fazendo um dueto de voz e violão. "Don't Stop" já traz um ritmo que já faz a cabeça balançar junto, com destaque enorme pro piano. No meio de tantas músicas de sofrência, essa é um dos alívios emocionais do álbum. "Go Your Own Way" eu tenho um apego muito grande porque foi a primeira música consciente que tive sobre a banda em si. É curioso pensar que um ritmo tão animado (e tão gostoso de dirigir em uma rodovia) tenha uma letra não tão positiva. A alternância entre maior e menor durante estrofe e refrão é um charme à parte, sem contar o destaque na guitarra da metade pro final da música. Já com "Songbird" temos mais uma baladinha sem muitos instrumentos, sendo piano, voz e violão. Quase semelhantemente a "Don't Stop", é uma música que traz paz em meio toda confusão. Outro grande momento do álbum chega em "The Chain". Que construção! A música começa marcando, cresce, depois volta, tem um interlúdio instrumental com o baixo SENSACIONAL e termina 'full gas'. Também é um momento onde vemos praticamente todos os integrantes da banda cantando e trazendo um arranjo vocal maravilhoso. A música até tenta trazer um ar mais soturno, por conta da letra, mas alguns acordes em tom maior fazem essa quebra de expectativa. "You Make Loving Fun" já traz um ar bem divertido, como sugere o título, principalmente com a presença dos sintetizadores e um baixo bem 'estralado' na equalização. É uma música bem dançante, algo que poderia se assemelhar com a letra de um casal que está tentando se reconquistar. Trazendo um ar mais interiorano, "I Don't Want to Know", também bem dançante, muitas palmas como instrumental, sendo um contraste bem curioso com a tristeza da letra. Inclusive isso foi algo que percebi em grande parte das músicas. "Oh Daddy", já quase no final do disco, é a primeira música verdadeiramente melancólica em sua execução. Talvez por trazer um ar mais pesado sobre dependência emocional. Consigo até trazer um paralelo dessa dependência com a batida de uma nota no piano que ressoa (que foi um detalhe CHARMOSÍSSIMO na execução). O baixo aqui sendo bem presente e preenchendo os intervalos. Puro suco de música boa! E por fim chegamos a "Gold Dust Woman", onde achei bem curiosa a presença maior do 'cowbell' com o bumbo marcando ritmo. Mais uma vez o conjunto vocal aqui faz seu nome! Achei uma ótima escolha para encerrar o álbum, fazendo uma brincadeira (outra vez) com tons maiores e menores dentro de uma mesma música, trazendo a dualidade de sentimentos que percorrem o álbum todo. Como pode uma história tão conturbada produzir um álbum tão coeso do início ao fim? Colocar esse disco na estrada é diversão de emoções do início ao fim. Claro, não se deixe levar pelas letras de sofrência e seja feliz. Agora, se você quer curtir uma deprê por conta de um relacionado que deu errado, talvez aqui você encontre essa montanha-russa de expressões sobre. Favoritíssimas: "Dreams", "Don't Stop", "Go Your Own Way", "The Chain", "Oh, Daddy" Só pularia "Never Going Back" no caso de um dia um dia que só queira músicas mais agitadas.
Se eu fosse resumir o álbum em poucas palavras eu diria: caos ordenado. Mais um disco aqui que, conforme a sua época original de lançamento, era pensado em dois lados que, como consequência, abre margem para duas temáticas. Resumindo os dois lados eu diria que: Lado A (faixas 1-4): caos e diversão Lado B (faixas 5-8): caos e melancolia A impressão que tive sobre Marquee Moon, logo na primeira música foi um "Rolling Stones wannabe". E isso se mostrou verdade ao longo do disco. As portas se abrem com "See No Evil", que é uma bela entrada para quem nunca ouviu a banda. Eu mesmo não conhecia e já me senti cativado, como se estivesse sendo convidado a me divertir. É bem curioso que é uma música muito característica de sua época. A cozinha (vulgo baixo e bateria) são um show à parte não somente aqui, mas durante o disco todo. Outro ponto, ainda sobre "See No Evil", é que o traquejo/trejeito vocal quando o vocalista canta essa parte foi algo que me fez dar risada na primeira música, porém, ao decorrer do disco isso, me incomodou por ser algo muito frequente. Por esse mesmo motivo não gosto muito de escutar Rolling Stones por tanto tempo seguido. Já com a música "Venus", ainda senti a diversão no ar, sendo até uma ótima continuação, porém não me agarrou tanto quanto a primeira. Os trejeitos vocais também estão bem presentes aqui. Com isso percebi que seria a forma de Tom Verlaine (vocalista) seguir durante o disco todo. O grande destaque para mim foi a forma como baixo e bateria conduziram a música. Agora, quando se inicia “Friction”, a guitarra fez sua introdução como se fosse uma criança que estava pronta para fazer alguma arte e, realmente, foi esse o tom que senti durante a música inteira: uma criança aprontando altas e boas. O solo de guitarra, em um primeiro momento, me pareceu todo desconexo, mas de alguma forma se conectou maravilhosamente com o que estava sendo contado, voltando depois para o riff que introduziu a música. O caos e a diversão foram muito bem guiados pela presença eminente do contrabaixo. Chegamos na última música do Lado A, que é a música que traz nome ao disco. A maior do disco, com quase 11 minutos de duração. A conversa entre as duas guitarras na introdução, o baixo trazendo uma linha diferente (e acompanhando a batida da bateria) arrepiou demais. Acredito que Kings of Leon, com seus arranjos onde cada instrumento faz algo diferente que se conecta, se inspirou bastante aqui. É bem legal que essa “desconexão” da música se “conserta” durante as passagens instrumentais entre estrofe e refrão (seria uma ponte, talvez?). O solo, que leva a maior parte da música, começa bem divertido, segurando uma nota por um tempo bom, enquanto o baixo e bateria vão dando o ritmo. Achei um pouco longo e, logo quando comecei a me cansar, a música tomou seu rumo final. Algo que me chamou muita atenção nesta primeira parte é que NENHUMA das músicas tiveram o recurso de fade-out para encerramento, comum na época, e isso só pude observar em duas músicas durante a obra inteira. Agora entramos em “Elevation”, mostrando que essa segunda parte do disco é menos sobre diversão. A introdução é muito bem trabalhada com cada um dos instrumentos se encaixando. Uma das guitarras trouxe uma mesma nota e batida durante a introdução e seguiu com isso durante a estrofe. Pra mim foi um elemento bem curioso que combinou bem. O baixo também, muito marcante e sendo uma ótima condução na música (eu já falei sobre o baixo? rs). Agora, a condução durante o refrão (elevation, don’t go to my head) me deu uma estranheza, chegando até parecer que eles queriam fazer algo mais ‘progressivo’ na música. Seguimos para “Guiding Light”, a primeira música com fade-out. Começa com a guitarra fazendo um arranjo bem suave e belo, seguido na sequência por um baixo marcante (pra variar) e com um piano (?) aparecendo vez ou outra, tornado essa a mais bela abertura musical do disco. O baixo dança pela música com uma das progressões que mais gostei aqui. A forma como a música cresce e decresce durante o refrão também foi algo bem gostoso de se ouvir. Quando “Prove It” começa, já começo a pensar em surf music, e a bateria usando o aro só corrobora essa impressão, mas aqui já puxa mais para uma baladinha (que era necessária) para os casais dançarem na pista. Ironicamente (ou não), por ser a música onde o baixo foi menos marcante (se comparado com todas as outras anteriores), foi a música que menos me chamou atenção. E, por fim, terminamos com “Torn Curtain”, a segunda é última música com fade-out. Quando começou com os “rolling drums”, eu fui totalmente pego de surpresa com a forma como os outros instrumentos entraram. TEVE ATÉ TRÍTONO! Essa música é a melhor representação do que disse sobre o lado B: melancolia. O ‘crescendo’ que aparece no refrão é de tirar o fôlego, seguindo da “martelada” nas frases “years, tears” traz um peso emocional na música. A guitarra parece chorar com a tristeza, principalmente depois da conclusão do primeiro solo (que mais uma vez foi aquela “desconexão” que se combina). Agora, se no primeiro solo a guitarra parecia que estava chorando, no segundo ela realmente chorou, assinando a dramaticidade do encerramento da música e, consequentemente, lado B. Esse disco foi uma descoberta bem interessante. Ouvirei outras vezes, porém não tão próximas, porque a voz combina com a proposta das músicas, mas ouvir ela muito tempo me irritou. Como já tinha comentado acima, me lembra muito o que Rolling Stones, e senti essa irritação várias vezes quando ouvi a discografia deles. Talvez por esse elemento vocal, esse disco fica com uma nota 4 (sem mimimi de ficar arredondando), porque o instrumental, principalmente baixo e bateria, fazem com que o disco seja sensacional. As favoritas são: See No Evil, Marquee Moon e Torn Curtain.
Não sei se por causa do humor do dia, mas foi um álbum bem ok para mim. Usando um pouco do que tenho feito com outras reviews, se eu fosse resumir em poucas palavras seria: ambiência hipnótica com fuzz. Acho que um dos elementos mais presentes foram sons e melodias repetitivas, quase como se fossem mantras. Não sei se era essa a ideia do disco, mas em alguns momentos me agradou e, em outros, queria simplesmente que a música acabasse. Pega isso e soma ao jeito melancólico e dramático do Thom Yorke cantar, eu entrava em desespero. Mas de forma alguma achei o disco ruim. Pra mim o que mais chamou atenção foi a forma como os instrumentos apareciam e sumiam. Isso trazia uma nova dinâmica e me fazia querer ver qual seria a mudança da vez na música, mesmo que ela fosse hipnótica. Outro elemento que me agradou, em detrimento da hipnose, é que várias músicas fugiram do clássico 4/4, o que ajudou a trazer vida em vários momentos. Também foi difícil entender o significado por trás das letras. Não sei se o período que estou vivendo, o humor com o qual escutei, mas tudo parecia muito viajado. Nenhuma delas trouxe uma conexão. Com isso, trago alguns comentários sobre cada uma das músicas, já que tive essa montanha-russa de sentimentos de gostar e desgostar em questão de segundos. “15 Step” – o baixo não sendo presente, só aparecendo em momentos específicos foi um charme à parte. Pro final tem um acorde “torto” que me pegou desprevenido. “Bodysnatchers” – uma das que mais gostei. Aqui eles quiseram dar um pedaço de ‘fuzz’ pra todo mundo. Até parecia aquele meme da Oprah dando algum presente pra você, você e você. Curioso que mesmo sendo uma música bem animada, o menino Yorke ainda é bem melancólico. Ainda sobre o fuzz, os dois momentos em que ele é bem presente, e outro que ele simplesmente some, é o charme mor da música. “Nude” – os instrumentos iniciando como se estivesse sendo tocados em reverso foi incrível. Os instrumentos aparecendo e sumindo aqui me chamou bastante atenção. O instrumental (solo?) na parte final da música me chamou atenção. Uma pena que os “uuhs” e “aahs” de fundo me irritaram. “Weird Fishes / Arpeggi” – mais uma música cheia de melodias hipnóticas. Gostei muito do baixo não sendo presente a cada beat, trazendo aquela expectativa de preenchimento, e quando aparecia, era um alívio total. “All I Need” – um pequeno detalhe de beatbox seguindo a bateria na introdução foi bem interessante de se ouvir. As guitarras fazendo “sons de baleia” para trazer ambiência chega a parecer as músicas ‘worship’ modernas. Também os dois momentos da música quando se canta “you’re all I need” foram encantadores. Só mais pro final da música, quando os instrumentos crescem tanto que fica cacofônico e quase nem dá pra ouvir a voz quando ela retorna da sessão instrumental. “Faust Arp” – uma das mais simples dentro do álbum inteiro e, talvez por conta disso, eu tenha gostado bastante dela. O compasso não convencional focado, principalmente, em voz e violão, e alguns elementos de preenchimento com cordas, me fez querer repetir quando acabou. “Reckoner” – essa é uma que parece duas músicas dentro de uma. O fato de ter um reverb bem forte no início e depois fica algo mais com cara de estúdio é um charme que só o Cabeça Rádio sabe colocar. O encerramento da música com os instrumentos de corda foi o ápice pra mim. “House of Cards” – essa é uma que me pareceu um dos mantras mais fortes. Isso somado ao reverb bem pesado, quase entrei em transe (e não de forma positiva). As cordas, mais uma vez, aparecem para salvar a música. “Jigsaw Falling Into Pieces” - essa música começa com uma combinação entre violão e bateria bem interessante. Os acordes “tortos” utilizados também são outro charme. Aqui achei o baixo mais presente (no sentido de aparecer em mais ‘beats’). Essa foi uma das músicas que achei o vocal menos melancólico em todo o disco. Falando no vocal, um dos backvocal fazendo oitava mais grave me conquistou. Embora ela tenha uma pegada mais acústica, é bem animada. Também está entre as que gostei. “Videotape” – a primeira música que tive contato deste álbum antes mesmo de ouvi-lo. Também a música que tive menos dificuldade de entender o significado da letra. O som orgânico do piano, dando para ouvir as teclas sendo tocadas, tem um charme muito único. Embora ela também seja bem hipnótica, me agradou bastante a ponto de esquecer das outras. Conclusão: é um disco cheio de ambiência e sons que lembram mantras. Há muito fuzz e muita melancolia na voz. Se os sons não se confundissem em certos momentos, como se um tentasse ser mais alto que o outro, e se não houvessem muitas músicas (sendo bem repetitivo) hipnóticas como mantras, ele teria uma nota mais alta. Entendo que há todo um conceito por trás da cabeça do Thom Yorke, mas talvez eu tenha escutado no momento errado. Alguns dados de acordo com as contagens do YouTube Music (plataforma de streaming que utilizo), que me chamaram atenção sobre as músicas que mais gostei, conforme a data que estou escrevendo (21/01/2025): três estão entre as menos reproduzidas, e uma é a mais reproduzida de todo o disco. - Bodysnatchers (8,6 milhões de reproduções) - Faust Arp (3,1 milhões de reproduções) - Jigsaw Falling Into Pieces (62 milhões de reproduções) - Videotape (5,7 milhões de reproduções)
Estou diante de um álbum que vejo grande potencial dentro de um gênero e, segundo minhas pesquisas, um marco na música eletrônica. Ser incluído na lista dos 1001 tem algum motivo, porém não foi comigo que “o santo bateu”. Neste review vou me limitar em falar das poucas coisas que gostei e das que não gostei, até porque muitas das minhas notas durante a audição foram bem repetitivas, e alguns detalhes particulares de músicas. Sobre o que gostei: · Cada música é uma pessoa diferente que canta e isso traz uma dinâmica bem curiosa. Shara Nelson foi a que mais me chamou atenção. · Cada música lida com um gênero musical secundário diferente, como reggae, pop, e alguns outros. · O uso do som de Rhodes em várias músicas trouxe um charme único e groovado. · Há vários momentos que um arranjo de cordas aparece e traz um charme bem específico, principalmente na música “Unfinished Sympathy”. · As várias referências sobre outras músicas em “Daydreaming”. · Letras, em sua maioria, com um tom bem positivo sobre a vida. Sobre o que não gostei: · Todas as músicas possuem um drum loop com pouca ou nenhuma alteração. · Pouca variação de acordes. Geralmente havia um sintetizador que segurava uma nota e ela ia até o final da música. · A forma quase hipnótica e monótona de se cantar em várias das músicas, salvo os rap que, em vários momentos, também me pareceu monótono e sem muitas variações. · Músicas que geram tensão pela nota contínua, me fazendo querer respirar quando, por uma pequena fração de tempo, sumiam. · Finais prolongados que poderiam ter acabado alguns segundos mais cedo. Entendo que aparentemente trouxe mais pontos positivos do que negativos, mas eles foram tão persistentes em todas as músicas que até parei de anotar e só fui na esperança do disco terminar logo. Eu só não dou uma nota 1 porque houveram duas músicas que realmente me chamaram atenção, que foi “Unfinished Sympathy” (embora ela poderia ter terminado mais cedo) e “Hymn of the Big Wheel”.
Aqui estamos diante de um disco bem melancólico, mas que, de forma alguma, foi um peso escutar. Um disco cheio de ambiência e muitos, mas MUITOS MESMO, uso de de sintetizadores. Meu resumo é: melancolia com longas introduções e riffs deliciosos de baixo. Não é preciso se esforçar muito para perceber que eles são uma banda britânica. Também dá pra sentir o lado gótico da vida falando forte em como as melodias são executadas. Não me lembro de nenhuma música mais "alegre". Infelizmente não consegui ouvir com a atenção que gostaria, então minhas percepções são de alguém que estava realizando outra atividade enquanto escutava o disco. Esse disco me surpreendeu com a quantidade de músicas com introduções que passavam dos 1m30 de música. Algumas passando até os 2 minutos! Sem contar algumas surpresas instrumentais que apareciam para trazer peso ou nova dinâmica. "Lovesong" abre o disco mostrando que eles estão aqui para serem melancólicos. Apesar disso, há uma beleza diferente no ar. A presença dos sintetizadores, assim como no disco todo, mostra que existem vários possíveis sons. Apenas o tom da guitarra que não me agradou muito nessa música. Agora, o acorde dissonante no final foi de arrepiar. "Pictures of You" traz uma introdução com dois momentos. É muito legal como guitarras e baixo fazem coisas diferentes, mas como elas se combinam. Achei bem curioso que essa música teve poucas variações na sua execução e, apesar disso, foi uma música que me agradou bastante. Ali perto da casa dos 6 minutos há uma nova progressão, trazendo nova vida. O final dessa música também foi algo meio "seco", e esse susto me agradou. "Closedown" não me chamou tanta atenção, apesar de ser uma música com uma dinâmica diferente na bateria, sendo levada praticamente em modo "tribal" em sua totalidade. "Lovesong" foi uma das poucas músicas que ficou abaixo dos 1m30 de introdução. Mais uma vez as guitarras fazem coisas diferentes que se complementam. O riff de baixo conduzindo a música enquanto o sintetizador fazia a cama me fez instantaneamente gostar dessa música. Tem uma passagem instrumental com sintetizador/cordas que me tirou um sorriso e, após essa passagem, vem um refrão (?) com nova dinâmica tanto no vocal quanto no instrumental, que me pareceu ter mais elementos presentes. "Last Dance" em um primeiro momento achei estranho apenas a bateria e o sintetizador. Parecia que não havia peso, até que veio o preenchimento com baixo e guitarra. Durante o refrão, acredito, o baixo faz uma nota que traz uma dissonância aos acordes tocados e foi um pequeno elemento que chamou atenção. Foi a música mais fraca do álbum na minha opinião. "Lullaby" já trouxe um novo respiro, iniciando a música com o violão. É uma música que quase achei longa a introdução. A voz vindo em forma de sussurro e sem efeitos maiores me fez até parar um pouco minha atividade. A combinação do riff do baixo com a guitarra e um sintetizador/cordas, tornou a música perfeita. Na segunda estrofe a voz vem com mais força e mais presente. E, outra vez, temos um final "seco" que te pega desprevenido. "Fascination Street" iniciando com um white noise e o baixo foi bem interessante. E, novamente, uma introdução com duas dinâmicas. A agressividade que Robert Smith coloca em sua voz no refrão foi lindamente assustador. O sintetizador, mais uma vez, trazendo sons diferenciados. Desta vez a harpa (?) em uma passagem instrumental. Bem curiosa a exploração de sons. "Prayer for Rain" os sons reversos acompanhados de um riff na guitarra foram bem interessantes. Eles sabem brincar com as emoções. E quando a bateria entra na segunda dinâmica da introdução, somos surpreendidos por uma nova levada, algo que não passava pela minha cabeça. O refrão traz vários sons que tornam ele bem cacofônico e contribuem para o tom hipnótico da música. "The Same Deep Water as You" o som de chuvas conquistou hahaha. O baixo vem de uma forma mais simples do que foi executado até então. O sintetizador acompanhando o que o vocal canta foi um charme só. Apesar disso, uma música que tinha mais potencial em um álbum tão completo. "Disintegration" trouxe um ar mais alegre com um riff de baixo acompanhado da bateria. E, para a surpresa de ninguém nesta altura, temos uma segunda dinâmica com outros instrumentos. Alguns detalhes nessa música que me chamaram atenção foram algumas vozes de fundo no refrão (?), e o sintetizador trazendo um som que lembra instrumentos orientais. Robert Smith também se emociona vocalmente conforme a música vai progredindo. "Homesick" MEU DEUS ELES COMEÇARAM COM UM PIANO! E então vem um white noise, guitarra... até o baixo vir com apenas uma nota e fazer tudo se conectar. De todas as músicas, essa foi a que senti maior tristeza na voz. É legal que ela tem uma dinâmica de crescimento, onde os instrumentos vão ficando altos e cacofônicos, até chegar em um final mais sutil. "Untitled" é a que encerra e também tem uma certa felicidade. Me fez lembrar a personagem 'Tristeza' dos Divertidamente, quando ela tenta sorrir e animar os outros. Para o fechamento, o fade trazendo um outro instrumento foi algo que me fez sorrir. Uma música bem gostosinha e também bem hipnótica. É um álbum que certamente voltarei para ouvir com bem mais atenção, mas o pouco que consegui ver, é 5 estrelas na certa. Quero ver se as letras acompanham o sentimento dos instrumentos. Favoritas: Pictures of You, Lovesong, Lullaby, Fascination Street, Disintegration, Homesick.
Ouvi o disco bem por cima. O estilo R&B não combina muito comigo, mas certamente deve ter seu merecimento dentro do gênero. Achei as linhas de baixo bem consistentes e a voz do D'Angelo muito boa. Do pouco que percebi das letras, majoritariamente falavam sobre uma atmosfera voluptuosa e erótica. Esse tipo de tema, ainda mais se bem insistente, não me agrada.
Mais um disco que não parei tudo o que estava fazendo para ouvir, mas coloquei no carro enquanto dirigia (e é um som até que decente) para ter minhas impressões superficiais. O rap/hip-hop sai totalmente da minha zona de conforto. Não é algo com o qual cresci escutando e nunca me chamou tanta atenção. Apesar de tudo isso, tenho que falar que este disco foi até que prazeroso de ouvir. As linhas instrumentais foram muito consistentes e surpreendentes. Destaque principal para o som de contrabaixo. Não havia uma repetitividade cansativa no som. O único ponto que, ao mesmo tempo me cansou, mas também entendi como "marca registrada" foi um som bem agudo do sintetizador, algo bem próximo de um 'stylophone'. Fiquei bem surpreso, também, com as linhas vocais. A forma como o Snoop Dogg fazia suas rimas, e às vezes até cantava, não me desagradaram de forma alguma. Também gostei muito de alguns arranjos e divisões vocais no (que acredito ser) refrão de algumas das músicas. A música que mais me chamou atenção atenção foi "Gz and Hustlas". O elemento surpreso dos samples com a forma como ela é executada simplesmente não consigo descrever o quão genial achei. Voltando no ponto sobre estar fora da zona de conforto, a música que mais me incomodou foi "Lodi Dodi". Por algum motivo a repetitividade dela me fez querer pular a música (o que não fiz). Quando finalmente cheguei em casa (lembra que eu estava dirigindo), fui dar uma olhada em tudo o que envolvia o disco: influências, impacto, receptividade e, principalmente, temas das músicas. Boa parte das minhas suspeitas no que se trata da parte lírica foram confirmadas. Os temas não fazem parte de uma realidade que vivo e não é algo que gosto de ficar escutando. Entendo que muito disso fazia parte da realidade do Snoop e era uma forma de, ao mesmo tempo mostrar a realidade nua e crua, mostrar o lado bom de aproveitar isso. Dito isso, é um álbum que não me importaria de ouvir caso alguém colocasse, porque há muita coisa interessante nele, mas não espere que eu ouça espontaneamente.