Essa álbum duplo é realmente épico (pode ser chamado de "pretensioso" também, mas no bom sentido). Consegue transitar muito bem entre tristeza, contemplação, fúria e revolta existencial. O fuzz continua lá dando o mesmo peso que já era característico da banda nos álbuns anteriores. Billy está cantando muito bem, alternando as nuances da performance entre calmo e raivoso, dependendo do que a canção pede. Em termos de repertório acho que o albúm não tem gordura. Tudo está onde deveria estar. A capa é linda e merece mesmo virar tatuagem nos braços de muitos fãs. Destaques:
os hits absolutos: "Tonight, Tonight", "Zero", "Bullet with Butterfly Wings", "1979" (talvez minha preferida do albúm). Outros destaques: "Jellybelly", "Porcelina Of The Vast Oceans", "Bodies" (ótima!), "Thirty-Three", e no trecho final, as delicadas: "Beautiful", "By Starlight" e "Farewell And Goodnight".
Bem, eu não consegui me conectar muito às músicas. É um tipo de música atmosférica com BPM baixo que usa muitos teclados e pads (timbres bonitos, diga-se). Duas ou três músicas me agradaram mais, mas somente isso. Talvez numa segunda audição tenha uma opinião diferente. A capa é muito boa.
Só conhecia literalmente uma música dessa banda. No geral gostei do álbum. Algumas músicas possuem linhas melódicas estranhas e outras algo mais próximo do convencial. Gostei muito do trabalho de guitarra e baixo. A voz da cantora é boa, embora às vezes ache meio limpa demais e quase indo numa intenção meio country rsrs. Destaques: "Stop Your Sobbing", "Mystery Achievement" (as duas melhores), "Lovers of Today", "Private Life" e "Kid".
Simplesmente amo esse álbum. Conheci muitos anos atrás quando ouvi "Feels Flows" na trilha de "Quase Famosos". É um álbum refinado dos Beach Boys, mas tem um tom mais melancólico, o que não é muito comum deles. "Disney Girls" me emociona demais e acho uma das melhores da banda. Arranjos complexos e bonitos, vozes macias e letras reflexivas, não tem música ruim aqui. Além das citadas, ainda destaco "Surfs Up", "Long Promised Road", "Lookin at tomorrow" e "Till I Die". É quase um Greatest Hits de uma fase muito específica da banda.
Irretocável. Esse álbum está repleto de sensibilidade, principalmente em relação aos seus principais temas: amizade, memórias e passagem do tempo. A dupla transita entre belas melodias, independente da levada ou BPM da canção. Em cada música você vai se pegar achando pelo menos alguns compassos assobiáveis. Conheci esse albúm através da cena maravilhosa de "Quase Famosos" e desde então virei fã da dupla. Orgulhosamente posso dizer que tenho o vinil novinho em folha! (que capa linda, diga-se). Se fosse enumerar os destaques acho que iria o disco todo, mas vou ser sucinto: "America" (essa me pega muito. A aventura de uma viagem pelo país nos anos 60, no auge da Guerra Fria. Interessante ver a transição suave entre leveza e paranóia que a letra desenha). "Overs", "Voices of Old People" (experimental e brutal). "Old Friends" tem o mesmo tema musical que perpassa por todo o álbum, mas essa faixa traz a letra mais bela. "Fakin' It", "Punky's Dilemma", "Mrs. Robinson" (totalmente ótima). "A Hazy Shade of Winter", uma das melhores deles. Acho essa música especialmente potente. "At the Zoo" para encerrar lindamente. Acabei listando quase todas rsrs
Nunca tinha ouvido essa banda e pelo que vi ela teve carreira curta, mas é considerada bem influente. O som me parece meio grunge noventista e meio indo numa onda post-rock (posso estar viajando nisso). Gostei do peso das músicas de um modo geral, mas não fiquei impressionado com nenhuma delas em geral. Acredito que é um disco que merece uma segunda audição, pois algumas faixas chamaram a minha atenção, sendo algumas: "Super Unison", "New Math", "Hand Over Fist" e principalmente "Bullet Train to Vegas".
Conheci esse álbum por causa de "Perfect Circle", que é uma das minhas músicas preferidas da banda, mas confesso que nao lembrava das outras músicas. Ouvi duas vezes como parte da dinâmica aqui do APP e fiquei positivamente surpreso! Sim, "Perfect Circle" continua sendo a melhor do álbum, mas acabei descobrindo mais musicas memoráveis. O som pode ser chamado de "Pop Rock" ou "Alternative" na nomenclatura genérica de hoje, mas acho que lembra de forma mais específica o que se chama "College Rock" ou "Jangle Rock". A sonoridade lembra os anos 80, mas nao naquele aspecto demasiadamente plastico (que nao acho ruim, mas não combinaria com o som do R.E.M). Para um fã incondicional do The Smiths, Murmur é facilmente apreciável. Destaques "Perfect Circle" obviamente como já citada. Uma balada que acho belíssima e com uma melodia no refrão muito memorável. As 4 primeiras músicas são uma sequência de ótimas músicas, especialmente "Pilgrimage" e "Talk About the Passion". Também vale mencionar as ótimas "Shaking Through" e "West Of The Fields". Em resumo, um ótimo álbum de estreia que para mim fica facilmente entre os melhores da banda.
Conhecia algums músicas desse álbum e gosto muito do trabalho da dupla na trilha sonora de "As Virgens Suicídas". É um álbum interessante pois, ao mesmo tempo em que tem o elemento eletrônico sempre presente, também existem muitos momentos dominados por instrumentos acústicos. No geral, gostei bastante e ouvirei outras vezes. Destaques: "La femme d'argent" (ótima linha de baixo), "Sexy Boy" (talvez minha preferida), "Talisman", "Remember", "You Make It Easy" (talvez a preferida seja essa rs), "Ce matin-là" (instrumental muito bonitinho). Lembro que vi o clipe de "Kelly Watch Stars" uns anos atrás e gostei muito. Tinha memória de ter gostado mais da música.
Aqui temos um álbum punk agressivo, sujo, urgente e todos aqueles adjetivos tipicamente dados. Entretanto nesse álbum vemos tudo isso mesmo. A gravação é extremamente crua e sem polimento. Parece que a banda tinha 1h para gravar tudo e entregar o estúdio então chegaram, tocaram e foram embora. Como esperado, não há melodias fáceis e nem hits radiofônicos, muito menos arranjos rebuscados. O que há: vocal gritado; guitarras abrasivas e sujas ao extremo; bateria básica, porém certeira e músicas de não mais que 3 minutos. Conhecia o "pseudo hit" da banda que está nesse disco: "TV Party" (que é ótimo sim, e na letra mostra um lado menos raivoso dos garotos punks ingleses daquela geração). Outros destaques: "Rise Above" (outro "pseudo hit"), "Six Pack", "Gimme Gimme Gimme", "Depression", "Room 13" (acho que tem uma guita bottleneck aqui), "Damaged II", "Padded Cell" e "Life of Pain".
Foi maravilhoso reencontrar esse álbum revolucionário. Eu sempre gostei de timbres eletrônicos e, até onde sei, esse é um dos primeiros álbuns composto totalmente por eles, sem a presença de instrumentos acústicos. É música eletrônica, mas não é música dançante e isso é bom, pois deixa claro a potência musical que os sintetizadores traziam para a música pop da época, e que eles não perdem em nada para os tradicionais. Vocais robóticos e frios, era a música do futuro (ainda é!) no final dos anos 70. Há poucas palavras durante o disco todo, mas o suficiente para ensaiar uma distopia onde as máquinas dão o tom. Certamente esse álbum é importantíssimo para o que viria a ser chamado de synthpop e todos os desdobramentos seguintes que levaram à música pop atual. De New Order ao Metronomy, de Madonna a Grimes. Parece que todo mundo é filho desses caras. Nota 5! Destaques: o álbum todo, mas minha preferida é "Metrópolis", uma ode às cidades que um dia nos engoliram.
Gostei muito desse álbum. Ele é baseado em violões e sons de rádio ao fundo (!!!). Brincadeira. Encontramos aqui boas melodias, bons arranjos vocais e instrumentais. É basicamente um folk rock de qualidade. Faixas de destaque: "Radio Cure" (tem uma bela levada dedilhada ao violão), "War on War" (bem animada e com o que parece ser um theremim ao fundo), "Jesus, etc" (essa tem uma intro muito boa, que curiosamente lembra a melodia de uma música do Pepeu Gomes). "Ashes" tem uma guitarra que muito me agradou e um piano lofi legal. "Poor Places" (aqui o cantor "fala" o nome do álbum haha), "Reservations" (a mais bela e nem por isso menos experimental). Esqueci de mencionar "Pot Kettle Black" que também é boa e que lembra um encontro entre REM e The Cure.
Bem, esse é um álbum fundamental do estilo Pop Punk. Eu gosto dele no geral, embora ache às vezes que as melodias são demasiamente fáceis. Sim, é importante ter boas melodias, mas um pouco de dissonância também cai bem. Falta estranheza aqui (aparece um pouco na última faixa). Mas sim, são ótimas canções encadeadas uma após a outra, o que faz de Dookie quase um The Best of da banda. Alguns destaques: "Burnout", "Having a Blast", "Pulling Teeth" (mais delicada e com uma melodia muito boa), "Basket Case" (hit absoluto!), "She" (hit!), "When You Come Around" (hit!!!), "In The End" (essa eu gostei especialmente) e "All By Myself" (o disco encerra num tom de brincadeira e descompromisso).