Escutar Bob Dylan me faz ter nostalgia de coisas que meu avô viveu. Suas letras e melodias simples me transportam diretamente para uma roda em volta de uma fogueira, onde um homem com apenas um violão em mãos cantarola casos e histórias que presenciou durante sua vida. Muitos dizem que sua voz falha é um defeito, mas na verdade acho que é parte do charme.
Eu sou fã do Bowie, então era questão de tempo até começar a ouvir Iggy Pop também, e nada melhor pra começar do que um album co-produzido pelo próprio Bowie, e que album, senhoras e senhores. Não tenho muito pra falar, ele só é muito bom mesmo.
É bizarro ver a qualidade absurda que o rock comercial feito para tocar em rádios tinha na época. Esse album é impecável.
Dr. Dre é e sempre foi uma lenda no mundo dos produtores e isso se mostra presente desde seu primeiro album, cada elemento de seus beats são incrivelmente bem construídos, além desse album ter a presença de um Snoop Dogg ainda novato mas que mostrou serviço.
Eu apenas conhecia uma música do Harry Nilsson: Everybodys Talking, que é uma das músicas favoritas do meu avô, então foi uma surpresa ouvir um album dele pela primeira vez, e este é muito bom, apesar de eu achar Coconut meio besta.
Não acho que Guns tenha um som ruim, muito pelo contrário, acredito que o Slash seja um gênio, mas essa banda representa tudo que o rock tem de ruim, especificamente nos anos 90. Nunca consegui levar a sério uma banda na qual o selling point nunca foi a genialidade do Slash ou as influências de Stones e outras bandas, mas sim, pois o Axl era bonito, ênfase no "era". A obsessão que Guns causou nas pessoas na época era nada mais do que um culto sexual ao Axl, tanto pelas mulheres, que o desejavam, quanto pelos homens, que queriam ser desejados assim como ele, e isso ganha ainda mais força com a faixa "Rocket Queen", na qual temos um audio sobreposto do próprio Axl transando com uma mulher na cabine de gravação. Com uma voz sem o mínimo de técnica e com o uso constante de drive, não me surpreende que hoje em dia sua voz pareça a do Mickey Mouse em shows (inclusive fui em um deles) devido ao desgaste. Sexo vende, e nesse caso vendeu muito, pergunte pra qualquer fã de Guns daquela época o que eles acham da música deles, e quase todas as respostas não vão ser sobre a música.
Eu tinha um receio com a Amy por achar que ela fosse mais pop, mas seu album de estreia superou minhas expectativas. Uma classe sem tamanho, música chique, adoro o estilo big band, e não é a toa que o album carrega o nome do lendário Frank. Sua voz poderosa faz com que cada faixa seja cheia de personalidade, e este album é uma experiencia marcante, com certeza irei ouvi-lo inteiro por mais vezes.
Ouvir um album ao vivo dos anos 60 é realmente uma experiência de capsula do tempo. Um album classudo e bem gostoso de se ouvir.
Eu costumo ter um pé atras com o rock psicodélico dos anos 60, mas Jefferson Airplane me fez mudar um pouco o pensamento. Este album contém quase tudo, desde músicas mais palatáveis até psicodelia pura, até musicas mais calmas. Uma variedade espetacular em um sólido album.
Um album simples até demais e atrasado para sua época, composto apenas de covers. Chega a ser bem genérico, nada nele me marcou.