Nostalgia noventista, as faixas deste album remetem aos graficos
do nintendo 64, à utopia tecnologica das telas pretas e verdes de matrix. Inclusive, mindfields é tema do mortal kombat, não?
muitos loops combinando baterias digital e acustica, muito scratching.
Serial Thrilla e Narayan parecem ter influenciado diretamente o album homonimo do Kasabian.
a ultima faixa deixou a desejar, parece que o album foi perdendo folego depois de firestarter.
a capa lembra um caderno de arame do colégio.
Diferente de qualquer coisa que eu ja tenha escutado, e diferente do que eu esperava também, talvez eu tenha confundido, pelo nome, com sixpence none the richer, o que faria sentido.
Tem um quê de industrial, um pouco de indie, algo ritualístico num plano de fundo new wave. que aliás se sobressai, com os slaps no baixo em quase todas as musicas , a caixa da bateria meio folgada nos fills, riffs repetitivos, assim como os refrões, e sem distorção.
Varia entre o sombrio, como em Night shift, ao um ritmo frenético e quase de banda colegial em Monitor. Spellbound é com certeza um hit e bem caracteristico do periodo, muita gente deve ter dançado ao som dela nos nightclubs ingleses.
com certeza influenciou bastante alguns atos que vieram depois como Placebo e Fishbach (Night Bird/Petit Monstre).
Anti War Propaganda
Eu tenho a impressão que The Kinks é um grupo bastante subestimado. As letras alternam entre reflexão e ironia, frequentemente dialogando com temas bélicos, nostalgia e frustração cotidiana.
"Victoria" soa quase como uma versão “limpa” de Honky Tonk Women — ou talvez o contrário.
"Yes Sir, No Sir" satiriza as instituições militares; a bateria na introdução já evoca o tom autoritário e marcial do tema. Lembra um pouco Admiral Halsey, do Paul McCartney.
"Some Mother’s Son" mantém o foco na guerra, trazendo a dor íntima das mães que lamentam a perda dos filhos.
"Australia" traz um clima repetitivo e animado, quase hipnótico — um “yeah, yeah, yeah” em forma de música.
"Shangri-La" é um dos momentos mais bonitos do álbum, com vocais típicos de Ray Davies e uma progressão harmoniosa e envolvente.
"Mr. Churchill Says" chama atenção com um solo marcante no final.
"She Bought a Hat Like Princess Marina" começa meio arrastada, mas termina com cara de trilha de programa de comédia, criando um contraste divertido.
"Nothing to Say" ganha força nos metais bem trabalhados do último quarto da faixa.
"Arthur" encerra o álbum – mais um “Nowhere man”, contando a história de um cara desafortunado que vê as oportunidades passando na frente dele sem nunca conseguir agarrá-las. Um álbum bland, água de salsicha, o menos marcante da lista até agora, não deu muita vontade de voltar a ouvir.
Este álbum é ideal para colocar pra tocar após o almoço de domingo, de preferência em vinil, e abrir uma cerveja. A primeira faixa ja chega com tudo e as seguintes mantem a pegada.
Este álbum que é a epítome da Bossa Nova nos transporta direto pra década de 60. O que alguns chamam de musica de elevador na verdade é uma obra contemplativa, slow living… pode ser trilha sonora de um coquetel entre amigos ou se você estiver sentado tarde da noite em sua poltrona tomando um bom uísque relaxando depois de um dia duro de trabalho.