Me impressiona até hoje como o caos que acompanhou a banda desde o início casou tão bem com esse modelo da MTV.
Um dos melhores acústicos da MTV, se não o melhor!
Eu amo Bowie, mas "the man who sold The world" foi feita para o Kurt e isso nem tem discussão.
Sempre quis um cardigan parecido com o do Kurt. A depressão eu já tenho.
Me surpreendeu bastante esse aqui. Tem funk, jazz, soul... e fora as participações da Nelly e também Big Daddy Kane!
Destaque para as faixas:
Thin LINE (Feat. Nelly Furtado);
After School Special;
High Fidelity;
I Am Somebody
Eu terminei esse álbum com a sensação de que agora tenho mais um “álbum conforto” para escutar. Impressiona como faixas de 10 minutos passam sem que a gente perceba, e de repente já ouviu três músicas depois. Gostei muito de saber que eles criaram uma língua só para “dialogar” com a sonoridade que queriam para a música. Senti um pouco de Low do Bowie, mas com uma pegada mais mística e envolvente. Fiquei viajando nessa sensação espacial que o álbum traz, como se fosse o “Major Tom” deles. Fiquei completamente surpreso ao perceber que a Islândia também é música, e não apenas um bom lugar para se conhecer!
É um dos melhores álbuns que eu já escutei na minha vida! Ele tem muito da minha infância e paixão pela música. Aquelas manhãs e tardes sozinho no sofá escutando faixa por faixa. Acho que já nessa época era apaixonado por devorar discografias e ter a sensação de também pertencer naquela produção, sabe? Existem muitos álbuns que salvaram a minha vida, mas "The Joshua Tree" me apresentou ao mundo da música e o quão é precioso apreciar coisas boas sem pressa para o fim.
Um álbum com tanta liberdade criativa e um caráter tão intimista e confessional sempre terá muito a dizer. Alanis não entrega apenas o meteoro chamado "Ironic", mas também inúmeras faixas que fazem deste disco o verdadeiro início de uma carreira menos pautada pelos apelos comerciais dos anos 90.
É uma delícia escuta-lo, enquanto se cozinha em um dia de folga e tenta conciliar um arroz integral (como sempre difícil de encontrar o ponto de certo de cozimento), o frango assando no forno, a abóbora pipocando em fervulha e a louça caótica como o metrô em horário de pico.
Pode soar meio maluco, mas eu senti um pouco de "Black Celebration", do Depeche Mode, nesse álbum. Claro que o Reznor não faz a menor questão de buscar o mesmo nível de refinamento técnico e perfeccionismo do Depeche, mas isso não é uma crítica. Pelo contrário: o álbum é realmente muito bom, mas não consegui escuta-lo até o fim.
Eu me senti angustiado do começo até metade do álbum, e isso só mostra que Reznor conseguiu atingir exatamente o efeito que queria.
Confesso que não conhecia o artista, mas bastou a primeira faixa, "Just a Gigolo/I Ain't Got Nobody", para Louis Prima conquistar um lugar permanente na minha fila do Spotify. Impressiona a sinergia fascinante entre todos os envolvidos neste álbum. O disco é divertido, caótico... Deus, como é caótico, mas no melhor sentido possível, tal como o recente filme The Sinners. Cada faixa se transforma em um grande evento, algo para admirar e apreciar. A sensação é de que Louis Prima está dizendo: "Vamos nos divertir e, se você quiser vir junto, melhor ainda!". Estou completamente encantado com este álbum.
Não sei se é a capa do álbum, o silêncio ou toda a conjectura em volta dele, mas escutar Spiderland é como estar em um filme found footage. O que está longe de ser ruim, porque é uma das melhores vertentes do terror. É louco pensar que essa produção soa como a obra de uma banda experiente quando, na verdade, eram apenas garotos sem interesse algum em repetir tudo o que já tocava na época. Experimentação pela experimentação. Mais do que um álbum, parece um registro encontrado de algo estranho que aconteceu e nunca foi totalmente explicado!
Na primeira vez que escutei, achei um pouco diferente. Sei lá, foi algo como: 'mais um disco de hard rock dos anos 70'. Mas senti que tinha algo ali. Dei uma pesquisada e impressiona o quanto eles fizeram acontecer nesse álbum. Na segunda audição, parecia até outra banda. É um disco que me passa uma vibe meio Rolling Stones, não necessariamente pelo som, mas pela técnica, talento e sincronia entre os integrantes. Parece um álbum que olha para você e diz: 'Você consegue cantar assim também? Bom, eu acho que não!'. Estou completamente apaixonado por 'Last Child'. Já 'Lick and a Promise' parece seguir um caminho diferente do restante do álbum. Tem uma energia mais solta, como se a banda resolvesse experimentar algo novo sem perder a identidade. Para mim, soa como aqueles momentos em que quem é bom no que faz sabe que falta mais e simplesmente entram no estúdio e pensam: 'Vamos tentar isso aqui e ver no que dá'." E funcionou. Porra, como funcionou!
O fato de eu ter escutado esse álbum inúmeras vezes é que sempre ficava com uma impressão diferente. No início, veio a revolta e a sensação de que as músicas tinham sido gravadas num banheiro. Até o inglês da Björk eu achava horrível, e eu nem falo inglês!
Depois tive a ideia de intercalar as audições com bandas que faziam uso mais tradicional de instrumentos e, aos poucos, fui assimilando melhor a proposta do álbum. Mais para frente, enfim, consegui "entendê-lo" e confesso que toda essa insistência valeu a pena. A faixa Where Is the Line foi a primeira a me convencer de que valia a pena continuar.
Depois disso, percebi que o problema nunca foi o álbum. Era eu tentando escutá-lo como se fosse um disco convencional. Quando finalmente aceitei a proposta da Björk, tudo começou a fazer sentido. O que antes parecia apenas estranho passou a soar criativo, ousado e até fascinante. Medúlla definitivamente não é um álbum que tenta agradar logo na primeira audição, mas recompensa quem aceita entrar no seu universo.
Achei esse álbum uma vibe tão pagã... tão Homem de Palha! Eu seria a pessoa mais feliz do mundo se descobrisse que Christopher Lee tinha uma cópia dele em casa.
É o quarto álbum de estúdio da banda, mas soa como o trabalho de gente que já sabia exatamente o que queria fazer. Tem rock, tem folk, tem flauta e tem uma mistura de referências que, na teoria, nem deveriam funcionar tão bem juntas.
Quando a flauta entra em algumas faixas, a sensação de estar em Homem de Palha fica ainda mais forte. Só que, em vez de ficar preocupado por ser um forasteiro prestes a ser queimado em praça pública, você começa a achar a ideia interessante e já está procurando uma flauta para participar da festa.
Estou pensando até em comprar uma camiseta deles na Violeta Skate Rock.
Gosto de como esse álbum é o puro suco dos anos 80. Post-punk cru, caótico e experimental.
Quando entrou o saxofone de Dumb Waiters, consegui imaginar o Bowie em Young Americans e, dali para frente, as faixas foram descendo fácil. É uma sonoridade que, para quem já escutou muita coisa daquela época, dá uma sensação estranha de familiaridade. Parece que você já ouviu aquelas músicas antes, mesmo quando sabe que não ouviu.
Talvez seja justamente por isso que o final do álbum me cansou um pouco. Boa parte das ideias parece tão presente em outras bandas dos anos 80 que, em alguns momentos, perde o fator surpresa. Ainda assim, é um disco com personalidade e uma ótima fotografia daquela cena pós-punk que misturava caos, melodia e experimentação sem muito medo de errar.
Consigo visualizar facilmente um bando de caipira da terra do Tio Sam cantando loucamente pra esquecer a loucura que é ser um estadunidense
Confesso que, pela capa, achei que viria algo bem tedioso. Mas bastou ouvir "Red rain is coming down..." para perceber o tamanho do erro. Daí para frente foi só pedrada atrás de pedrada.
Tem R&B, soul, pop e Kate Bush. E isso deveria ser argumento suficiente para qualquer pessoa dar uma chance ao álbum. Inclusive, Don't Give Up é um dos melhores duetos que escutei nessa jornada até agora.
Gosto de como a aproximação ao pop não faz o álbum soar como "mais um disco pop dos anos 80". Existe personalidade em tudo aqui. Desde os refrões gigantes até os momentos mais íntimos.
Virou facilmente um álbum conforto no meu Spotify!
Uma capa com mulher nua, duas onças e um amarelo no maior estilo "Rei Amarelo". Pelo visual, achei que encontraria algo místico, espiritual e com um forte cheiro de Woodstock.
Em vez disso, recebi caos, guitarras, espaço sideral e Born to Go convocando todo mundo para a festa.
O mais engraçado é que o álbum não parece fazer a menor questão de se explicar. Ele simplesmente acontece. Pegou a vibe? Não? Então deixa a gente fazer o nosso som aqui, colega.
Agora uma coisa me pegou desprevenido: impressionante como a voz do vocalista lembra a do Buffalo Bill. Toda hora eu lembrava de O Silêncio dos Inocentes. No fim, saí com vontade tanto de escutar o álbum novamente quanto de reassistir ao filme pela milésima vez.
Conheci a PJ no dueto dela com Thom Yorke em This Is Mess We’re In. Ali já tinha uma impressão bem positiva dela. Não sei por quê, mas tinha uma visão de que ela seria uma Patti Smith da vida. Achei a capa bem na vibe do filme Mesmo Se Nada Der Certo: aquela coisa caótica e mundana da cidade.No início, fiquei intercalando com outras músicas, então não me apeguei logo de cara. Mas, na primeira vez que escutei o álbum sem nenhuma outra faixa misturada, confesso que me apaixonei. Gosto quando escuto algo novo e ele me faz lembrar de alguma coisa, sabe? Um filme, uma memória e, muitas vezes, um álbum ou uma banda.Quando ouvi Big Exit, parecia que tinha colocado por engano alguma faixa do Sonic Youth — mas com um caos diferente. Não era a barulheira (que eu amo) super intencional do Sonic, e sim o caos mundano das grandes cidades.
Eu sabia que esse momento chegaria e, para ser sincero, estou realmente chateado. Poderia ter insistido mais? Será que seria diferente? Não fomos feitos um para o outro?
É... parece que estou falando sobre o fim de um relacionamento, mas é bem pior do que isso.
Achei este álbum irritante e monótono. E olha que eu acredito ser possível fazer barulho, caos e dissonância sem soar exaustivo. Não foi o que encontrei por aqui.
Tentei procurar uma música à qual pudesse me apegar, uma porta de entrada, algo que me fizesse querer voltar. Não encontrei.
É realmente uma pena.
O som deste álbum, em especial "The Ballad of El Goodo", transmite uma sensação nostálgica de um tempo que eu nunca vivi, sabe? Daqueles tempos áureos que dificilmente voltarão. Existem bandas dos anos 70 que parecem pegar você pela mão e dizer: "Ei, amigo, está tudo bem se sentir assim, ok?"
Este é um álbum conforto, perfeito para aqueles dias em que faz falta um bom abraço.
Existe o antes e depois de Cristo, mas também existe o antes e depois dos Beatles com Rubber Soul. Impressiona como aqui eles já não soam mais como meninos, mas como um grupo maduro que tinha absoluta noção do caminho que queria seguir. Ok, este já era o sexto álbum da banda, mas o que veio depois disso é histórico. Jamais haverá outro grupo como os Beatles. Não é o meu álbum favorito deles, mas é inegável a importância do que está acontecendo aqui. Achei "Michelle" uma faixa particularmente significativa. Não pela letra, mas pela melodia mais contida, mais refinada, bem distante daquela correria e euforia que marcaram Help! (álbum que amo com todo o coração).
Os meninos cresceram, guys.
É engraçado como ouvi-los soa um pouco como escutar os Beatles antes de Rubber Soul, com aquele espírito de Please Please Me e A Hard Day's Night. A diferença é que aqui existe uma maturidade que muitas vezes não estava presente nesses álbuns. Eles brincam quando precisam brincar, mas também sabem exatamente a hora de levar as coisas a sério. O resultado é um álbum que nunca soa monótono. Muito pelo contrário: é justamente essa mistura que torna a experiência tão incrivelmente interessante.
"Livin' on a Prayer" sempre valerá o ingresso, mas a grande surpresa é que o álbum é interessante. Não existe introdução, aperto de mão ou conversa fiada. O Bon Jovi simplesmente invade a sala com seus cabelos perfeitamente hidratados e começa a despejar refrões. Confesso que estou apaixonado por Wanted Dead or Alive.
Acho que não era surpreendido por um álbum tão teatral desde que escutei The Soft Parade, do The Doors, pela primeira vez. "Hello Hooray" abre o álbum como se estivesse levantando as cortinas para um grande espetáculo que todos aguardavam ansiosamente. E, faixa após faixa, você é contagiado por um exagero delicioso: guitarras estridentes, saxofone (porra, saxofone!), piano e caos, caos, caos... Este álbum poderia facilmente se tornar um musical da Broadway. E o que falar da capa? Achei fantástico que, no Spotify, a moeda fique girando enquanto a música explode nos seus ouvidos. Fantástico! Enquanto tento encontrar palavras para descrever este álbum, percebo que estou escutando-o novamente. E, faixa após faixa, vou me assumindo completamente apaixonado por esta obra absurda. O que deixamos de conhecer por não nos permitirmos explorar mais música, não é mesmo?
Eu vi que a produção do álbum ocorreu entre 1998 e 2000 e, confesso, fiquei bastante surpreso com essa informação.
Se este álbum fosse colocado em uma coletânea dos anos 70, duvido que alguém questionaria sua presença. É um álbum com alma de Beatles. É um álbum melancólico (alô, Everything Means Nothing to Me). É também calmo, acolhedor e extremamente agradável de ouvir. Em nenhum momento o achei monótono. Pelo contrário, existe muita criatividade aqui. Quando escuto In The Lost And Found (Honky Bach) / The Roost, sinto como se estivesse no sofá da sala assistindo à história de um jovem caminhando por um parque. De repente, ele passa por um lugar familiar e as lembranças começam a ir e vir. E é justamente nesse momento que o filme conquista o espectador.
Kanye West, né? Fica aquela coisa de: "o que esse cara vai aprontar desta vez?"
Bom, se eu puder me basear apenas neste álbum, eu posso assegurar que aqui ele faz história! Escutei inúmeras vezes e, toda hora, ficava a indecisão de qual faixa me conquistou mais.
Bizarro como cada faixa brincava com aquela coisa de:
"Mano, o que eu posso fazer com esse som aqui? Alguém já tentou esse estilo com o rap? Não? Bora lá!"
Já na primeira faixa, "Dark Fantasy", parece que tudo é tão familiar e a música vem de um jeito arrebatador.
Você fica:
"Ok, eles estão fazendo o quê aqui? A Nicki Minaj do nada?"
Depois vem "Gorgeous" com aquela batidinha gostosa que faz você ficar acenando com a cabeça igual aqueles cachorrinhos de brinquedo que vendiam no centro, sabe?
Faixa incrível!
"Power" é uma das mais absurdas!
Agora não estou apenas acenando a cabeça. Os meus pés e pernas estão no embalo da música.
"All of the Lights" e você se assusta por ainda continuar assustado...
"Oi, Rihanna?!"
"Monster" é aquelas, né?
"Trago o meu mano Jay-Z e aproveito que a Nicki Minaj ainda está no estúdio e chamo ela também para a bagunça."
Faixa que me faz balançar de novo.
"So Appalled"
"Tá aqui de novo, Jay? Cara, continua aí, que isso aqui está ficando bom demais."
"Devil in a New Dress" é para fechar os olhos e encostar a cabeça na janela do ônibus.
"Runaway"
Desculpa, você disse fazer história?
Não, amigo.
Me deixa aqui tocar minhas notinhas no piano e assumir minha vilania para o mundo!
Jimi, amo que você é tudo de bom para a música e um verdadeiro ícone em uma época em que ser livre era poder gritar sob uma guitarra potente e fodástica!
Gosto de como este álbum tem um "quê" experimental e todo mundo parece estar completamente bem com isso.
Eu vejo a faixa "Are You Experienced?" como o mais puro suco de Jimi Hendrix e companhia.
Ela tem aquela crueza maliciosa de:
"Cara, vai colocando isso aqui também na letra."
"Isso aqui no som também."
"Jimi, você vai cantar também?"
"Claro. Eu vou guiar vocês nessa."
Sinto muito, "Angel"! Mas essa se tornou a minha música favorita!
"Shout, shout, let it all out / These are the things I can do without / Come on..."
Tente achar outro álbum que comece de forma tão arrebatadora assim e falhe miseravelmente!
Este álbum me dá uma vibe de Highlander (o primeiro, por favor!) e de tudo aquilo que realmente foi fantástico nos anos 80.
Ele chega e fala:
"Calma, galera. Não sou apenas o pessoal do sintetizador (embora eu também goste disso), nem aquele pop que a cafona da sua vizinha escuta. Mas olha só o que eu consigo criar."
É um álbum incrivelmente maduro e que flerta intensamente com o perfeccionismo.
E eu não aguento mais comerciais usando "Everybody Wants to Rule the World".
Eu odeio vocês, publicitários!!!!
Escutei a primeira faixa e já imaginei uma vibe à la Veruca Salt, mas não, elas são bem diferentes. Tem história e, olha só, tudo é bem feito, porque todas sabem o que fazer com o caos de guitarras distorcidas e bateria frenética.
Eu não consigo parar de escutar "One More Hour" e ouvir a vocalista com a voz trêmula. Não porque lhe falte voz, mas porque quem sabe o que está fazendo gosta dessa brincadeira bizarra de tornar ainda melhor o que já estava incrível.
Álbum incrível!
Ok, o álbum começa com "Scorpio" e essa batida eletrônica que me faz estranhar bastante no início, e fico sem saber o que esperar do resto do álbum.
Como um bom amante e devorador de álbuns, eu fico. E sou recompensado com o início, ou podemos dizer, com o fortalecimento do rap social.
"The Message Pt. 1"... cara, eu já escutei essa batida tantas vezes. Minha Nossa! Que som e letra incríveis!
É o rap colocando o dedo na ferida e expondo a realidade dos marginalizados. Acabou a vibe positiva dos anos 80 no rap e é hora de convocar nossos irmãos para algo maior. É hora de nossa identidade ser evocada para o mundo.
Aumenta o som desse carro e vamos botar pra foder!
E é engraçado. Claro, não faço ideia se foi intencional, mas essa quebra que existe de "Scorpio" para "The Message" soa como se fosse algo do tipo:
"Estamos indo para esse lado aqui, tá? Gosto da festa, mas sou maior quando tenho voz e pessoas que me escutam e se identificam."
"Survival, only the strong can survive!"