Gosto bastante do som desse disco, tem uma pegada de banda, mas sempre com a dobradinha violão/gaita de boca no centro das atenções. Repertório fortíssimo, com canções melancólicas e interpretação emotiva. "Idiot Wind" é grandiosa, com um refrão memorável, mas a minha preferida é "You're a Big Girl Now". Um dos melhores dele, top 5 fácil.
O Eminem não chegou onde chegou por nada. O seu grande clássico tem vários hits e traz o rapper na sua melhor forma, com aquele flow agressivo e sarcástico que virou a sua identidade. O disco poderia ser mais curto, como em toda a discografia dele e os álbuns da época, são muitos "skits" pra encher linguiça. Um registro coeso, apesar de longo, com muitas músicas fortes.
"Doolittle" é um disco meio termo. Acho que está na lista mais pela influência que teve em outras bandas e no rock alternativo em geral do que pela sua qualidade. É um álbum inconsistente, com boas músicas como "Gouge Away" e outras menos inspiradas.
Já tentei ouvir essa banda outras vezes. Revolucionária, etc., mas a estética não me agrada. Imagino o quanto foi um som de vanguarda pra época. Devo dizer que esse é mais agradável que o Trans-Europe Express, tem menos vocoder e é mais melódico.
Chegar nesse estágio da carreira, que começou nos anos 60, fazendo um disco desse nível, é para poucos. David Bowie tem uma discografia bastante regular, considerando o tanto de coisas diferentes que eles fez ao longo das décadas. The Next Day é um álbum bem coeso, com ótimas canções.
Além de o disco ser quase longo, com quase 2h de duração, esse falatório durante as faixas me incomodou um pouco. Não dá pra negar que é bem executado, que tem umas músicas bonitas, nessa seara raiz norte-americana, mas não é um gênero de música que me agrada tanto. Acaba sendo cansativo pela quantidade de músicas. As instrumentais são legais também, divertidas, mas também cansam.
Ouvindo "Live At Leeds" dá pra entender a fama que a banda tinha sobre as suas apresentações ao vivo. O repertório não é dos melhores, mas a energia da banda surpreende, as versões são mais pesadas do que em estúdio e o grupo, principalmente a dupla John Entwistle e Keith Moon, quebra tudo. Mas podia ficar sem ter ouvido que não me faria falta.
"Close to You" é um disco bonito. Arranjos simples, com foco no trabalho vocal, as harmonias são demais, tanto em dueto como nas vezes em que a voz da Karen aparece dobrada. Alguns momentos são meio bregas, mas faz parte da estética/época e o caráter "romântico" do álbum. Acho legal quando tem cordas ou aparecem outros instrumentos tipo a flauta em "Mr. Guder". A levada de samba-jazz na bateria em "Love Is Surrender" é outro momento legal.
O primeiro disco do Jamiroquai já traz uma identidade sonora bem definida, naquilo que se convencionou chamar de acid jazz. O destaque como sempre fica pra banda afiadíssima, em especial o baixista Stuart Zender, presente nos melhores álbuns da banda (os dois seguintes), responsável groove. Jay K é um frontman competente. A faixa título, "Too Young to Die" e a instrumental "Music of the Mind" são as melhores. Algumas músicas se estendem mais do que deveriam, mas nada que tire o brilho do álbum. Ótima estreia
Van Morrison tem uma voz característica, especial, e faz um tipo de som que passeia por vários estilos, às vezes meio folk, às vezes meio soul, "Moondance" tem uma veia jazzística guiada pelos sopros que me agrada muito. O cantor/compositor é acompanhado por uma ótima banda, então o destaque pra mim são os arranjos elaborados.
Minha relação com a música da Kate Bush iniciou cedo, mas nunca através dela. Um dos primeiros discos de heavy metal que eu ouvi (Angels Cry) tinha um cover de uma música dela. Eu sempre achei "Wuthering Heights" xarope e nunca fui atrás de ouvir nada dela. Até hoje. "Hounds of Love" é um álbum interessante, mistura o som moderno para época com texturas orgânicas, como as participações dos baixistas Eberhard Weber e Danny Thompson, e a voz característica da cantora. Acho que o ponto mais positivo é que esse não é um disco de pop convencional, tem bastante identidade própria e coisas bem diferentes, como "Watching You Without Me" e a influência celta em "Jig of Life". Mas tem momentos nada a ver como "Waking the Witch", que não contribuem para a sequência do álbum, que é muito bom.
Disco bem coeso, quase sempre na mesma levada, músicas aceleradas, com bons refrãos. A presença dos sopros e piano dão uma refinada nos arranjos. Supergrass é uma banda competente, mas falta originalidade, tem ecos do rock dos anos 60 e do britpop, como se fosse uma mistura das duas coisas, tipo Rolling Stones + Oasis. Mesmo sem essa identidade forte, esse álbum traz um repertório muito bom, com destaque para a balada "Late In the Day", a faixa título, que abre o disco e dá o tom pro restante do material, e "Sun Hits the Sky". Gosto muito da produção desse álbum, especialmente o timbre das guitarras.
"Definitely Maybe" é icônico, com vários hits e grandes canções. A unidade formada pelas composições do Noel com a atitude de Liam nos vocais é muito forte e transformou o Oasis numa das maiores bandas da história. São vários bons momentos pra destacar, mas eu diria que "Slide Away" é uma pérola escondida entre tantas músicas brilhantes. Rock and roll simples, belas melodias e refrãos fortes, não tinha como dar errado.
"Let's Get It On" é um disco bem homogêneo, no sentido que umas músicas se parecem entre si, musicalmente e pelos temas, compartilhando essa vibe sensual e romântica. Como é um álbum curto, consegue manter a atenção e entreter. A faixa título é um clássico e um bom exemplo da entrega vocal do Marvin Gaye.
Esse disco é do ano que o rock começa a virar gente grande com o mergulho de cabeça na psicodelia (Beatles, Zappa, The Kinks, entre outros). Em "Da Capo", o Love apresenta a estética que chega no seu auge no ano seguinte com o "Forever Changes". O uso do cravo, principalmente, e dos sopros, contribuem para uma sonoridade rica e diferente do que vinha sendo feito na época. Pop, melódico e viajão.
Tendo escutado os primeiros álbuns do Bruce Springsteen, até o anterior, "Nebraska", é curioso, mas também compreensível que ele tenha seguido essa direção mais pop nesse disco, antenado com a estética da época. "Born In the USA" tem algumas ótimas canções, é prejudicado pela sonoridade, mas é um bom disco.
A presença desse disco numa lista como essa escancara o principal problema do livro. Tirando uma ou outra coisa latina ou europeia (tem Chico, Caetano, Milton, Kraftwerk), mais de 90% dos discos são de artistas e bandas dos Estados Unidos e Inglaterra. Não tem nada que justifique a inclusão desse álbum no livro. Pop sem graça e repertório fraco.
Ainda que eu só tenha conhecido a banda de fato depois de adulto, escutando os discos e tal, esse álbum é nostálgico de certa forma pra mim por causa de duas músicas, "Song 2" (tema do Fifa 98) e "Look Inside America". Essas eram algumas das poucas músicas que eu tinha ouvido da banda quando adolescente, junto de "Coffee & TV". O Blur não é uma banda espetacular, mas tem uma discografia bastante regular e foi uma das bandas mais importantes dos anos 90. Esse disco álbum não é o melhor deles, mas talvez seja o mais variado, com ótimas canções.
É curioso e até meio triste que grande parte das pessoas não conheça essa fase pop e até, vai, psicodélica, dos Bee Gees, com arranjos orquestrados, sopros e tudo mais. As harmonias vocais e os vibratos, marca registrada da banda, já existia aqui. Imagino que quem só escutou os hits ficaria surpreso com o rock "Whisper Whisper" e sua guitarra distorcida ou a country "Give Your Best". Um disco de muito bom gosto, apesar de um pouco longo.
Mais um disco que representa o som da época. É uma banda competente, tem um trabalho de guitarra interessante, alguma referência aos Stones dos anos 60, mas não me diz muita coisa musicalmente. O mais legal do álbum é não ter uma sonoridade definida, tem uma vibe pós-punk, mas também flerta com a psicodelia, mas é isso. Um bom disco e só
Esse disco é menos melancólico do que os outros dois, algumas músicas inclusive têm até um tom mais otimista, como a faixa título, que é instrumental e tem cordas e flauta, ou "Hazey Jane II", que tem um clima bem diferente do tipo de som que virou característica do artista. O destaque do álbum é o violão e a voz marcante de Nick Drake. Um belo bonito, com muitos instrumentos (violino, cravo, saxofone...) e ótimos arranjos, com uma pegada jazzística em alguns momentos.
"Graceland" é um dos discos mais famosos da world music. Pelo menos de artistas já consagrados. A mistura é interessante, mas falta coesão pro álbum, que atira pra tudo que é lado. A inclusão de ritmos e músicos africanos enriquece a experiência, mas a estética oitentista prejudica um pouco a apreciação. É legal se for considerado o que o Paul Simon fazia antes e pela experimentação contida aqui.
Apesar de a estética não me agradar totalmente, não dá pra negar que a proposta do disco é interessante. A mistura do eletrônico com o rock e elementos da música erudita tornam "L'eau rouge" uma obra importante para a época, influenciando bandas que viriam a se estabelecer como grandes nomes do industrial na próxima década, como o Rammstein.
O Oasis foi responsável por massificar o britpop no mundo, mas antes disso já tinham outras bandas fazendo esse "tipo" de som, como o Suede, o Pulp e o próprio The Auteurs. Não tem nada de inovador nesse disco, mas a banda é competente. Boas canções e aquela atmosfera melancólica que virou símbolo desse fenômeno cultural dos anos 90.
O White Stripes começou como uma banda de "garage rock", fazendo um som mais simples, e com o passar do tempo foi refinando o seu som, trazendo arranjos mais elaborados e algumas coisas diferentes, como nesse álbum, possivelmente o mais esquisito do duo. Esse disco ditou muita coisa na carreira solo do Jack White, que é um grande guitarrista e compositor.
Esse disco, que já foi apontado como a "salvação do rock", foi responsável por um boom de bandas pau mole e, na época que ele saiu, eu só ouvia metal, então com exceção de "Last Nite", o álbum passou batido e só fui ouvir recentemente. E esse jeito mais "despojado", pra não dizer preguiçoso, principalmente do Julian Casablancas cantar, é legal quando não se ouve à exaustão por várias e várias cópias que surgiram depois. Esse disco tem muitas músicas conhecidas, bons refrãos, tudo é bem simples, mas divertido. Vale a importância que tem.
"25" tem como atrativo a voz da Adele, mas depois de um tempo se torna cansativo pelo formato do disco, muitas baladas, alternando entre voz e piano ou voz e violão, mas o álbum tem bons momentos também, quando sai dessa coisa melancólica e vai para algo mais pop/dançante/soul.
David Bowie teve uma carreira extensa, com várias fases, e gosto de quase tudo que ouvi do que ele fez. Essa época glam rock talvez seja a minha preferida e o "Aladdin Sane" é tão bom quanto o "Ziggy Stardust", só não tem o mesmo hype. Arranjos muito bons, piano, sopros, percussão, com aquela pegada roqueira que combina bem com a voz dele. Destaque para "Time" e sua interpretação inspirada.
Eu nunca considerei o Elvis Costello como um grande cantor ou músico, mas o cara sabe escrever. "My Aim Is True" é um disco bem simples, de canções curtas, mas cheio de energia e boas melodias. "Alison" é uma balada muito bonita e um bom aperitivo para o que ele viria a fazer nos próximos anos. O álbum seguinte é ainda melhor.
Gostei dos climas desse álbum, de fato tem cara de trilha sonora e uma ambiência mais dark, mas a estética não me agrada. Quando sai um pouco do lance eletrônico e ganha uma pegada mais orgânica, com saxofone e piano, por exemplo, acho que cresce bastante, mas infelizmente é uma parte pequena do disco. É uma proposta interessante, que se fosse feita com uma banda seria muito melhor.
"Pet Sounds" é um ótimo disco de pop. Não mais do que isso. Um dos álbuns mais superestimados da história. Mas isso não tira o mérito da obra, claro, e dessas canções, dos arranjos e harmonias vocais e da influência que esse trabalho teve nesse período e em grandes clássicos que surgiram depois dele.
Ainda que não seja o meu disco preferido do Deep Purple (é o "Burn"), "Machine Head" é um disco perfeito. A banda estava em grande fase, vindo de uma sequência de ótimos álbuns como In Rock e Fireball, e a mistura de hard rock, blues e heavy metal eternizou esse repertório que, com exceção de "Never Before", é todo clássico.
Disco excelente, de um período que as bandas do rock progressivo estavam experimentando, fazendo álbuns conceituais, longos e incríveis. Seria perfeito não fossem algumas passagens que não acrescentam muito musicalmente, mas se justificam pela história. Destaque para a interpretação de Peter Gabriel
Bom disco e surpreendentemente variado, com faixas instrumentais de guitarra, tem groove, ótimos vocais e elementos de diferentes estilos, até de country e algo mais psicodélico.
O auge criativo da banda. Composições bem estruturadas, riffs memoráveis, e um trabalho de guitarra de alto nível como um todo. James também estava inspirado como vocalista nesse disco.